Checklist de governança no Microsoft 365: passos para manter usuários, grupos e acessos sob controle
- Z.Brand Marketing

- 4 de fev.
- 8 min de leitura

Este é o artigo mais completo, claro e acessível sobre governança no Microsoft 365, ideal para empresas que querem segurança, organização e previsibilidade no uso da plataforma.
Governança no Microsoft 365 é o conjunto de regras, configurações e processos que controlam quem é usuário, a que grupos pertence, a que informações tem acesso e como esses acessos evoluem ao longo do tempo. Ela define quem pode ver o quê, por quanto tempo e em quais condições. É essencial para empresas que querem evitar caos de permissões, vazamento de dados e dependência de “heróis da TI”.
Use um checklist de governança no Microsoft 365 quando:
você não sabe exatamente quem acessa o quê;
existem usuários que saíram da empresa, mas continuam ativos;
qualquer um cria grupo, equipe ou site sem padrão;
arquivos sensíveis aparecem em pastas abertas para a empresa inteira;
a TI passa o dia “corrigindo permissão” manualmente;
a empresa cresce e a bagunça de acessos cresce junto.
O que é governança no Microsoft 365? (definição simples e técnica)
Definição simples
Governança no Microsoft 365 é o jeito organizado de cuidar de usuários, grupos e acessos, para garantir que cada pessoa veja apenas o que precisa, com segurança, padrão e rastreabilidade.
É o oposto de “todo mundo vê tudo”.
Definição técnica
Governança no Microsoft 365 é o conjunto de políticas, processos e configurações que controlam identidades, grupos, licenças e permissões, normalmente centralizados em:
Microsoft Entra ID (Azure AD) – identidades, grupos, funções;
Microsoft 365 Admin Center – licenças, usuários, serviços;
SharePoint / Teams / OneDrive – permissões de sites, equipes e arquivos;
Intune e segurança – dispositivos e políticas de acesso.
Seu objetivo é:
minimizar risco de acesso indevido;
organizar o crescimento de usuários e grupos;
garantir conformidade com LGPD e políticas internas;
permitir auditoria e rastreabilidade;
evitar dependência de uma única pessoa “que sabe mexer”.
Por que governança no Microsoft 365 existe? (e por que toda empresa deveria aplicar)
1. Para evitar acessos indevidos e vazamentos silenciosos
Sem governança, é muito comum:
pastas de financeiro ou RH ficarem com permissão “Todos”;
ex-colaboradores ainda acessarem e-mail e arquivos;
fornecedores externos terem acesso além do necessário.
Nada explode de imediato, mas o risco fica permanente.
2. Para dar visibilidade e controle para a TI e para a gestão
Um ambiente bem governado permite responder a perguntas simples:
“Quem tem acesso à pasta X?”
“Quais grupos dão acesso ao sistema Y?”
“Quais usuários estão sem uso há meses?”
Sem isso, cada ajuste vira um garimpo manual.
3. Para apoiar a LGPD e auditorias
Governança de acesso é parte direta da proteção de dados pessoais:
controlar quem vê dados de clientes;
registrar quem acessou o quê;
ter processo claro de inclusão, alteração e exclusão de acessos.
Em auditorias, é muitas vezes um dos primeiros pontos avaliados.
4. Para reduzir bagunça e retrabalho da TI
Sem padrão, o cenário é clássico:
permissões quebradas;
grupos criados com nomes aleatórios;
times pedindo acesso “na urgência” o tempo todo;
TI consertando casos individuais em vez de corrigir a causa.
Com governança, a TI sai do modo apagador de incêndios e passa a ter um modelo claro de concessão e revisão de acessos.
5. Para acompanhar o crescimento da empresa sem perder o controle
Quanto mais usuários e arquivos, mais perigoso é crescer sem governança. Ter um checklist e um modelo definido garante que a companhia possa dobrar de tamanho sem dobrar o caos.
Como funciona um bom modelo de governança no Microsoft 365 (passo a passo pronto para aplicar)
O processo ideal para governança de usuários, grupos e acessos segue 6 grandes etapas:
1) Mapeamento inicial (onde estamos)
2) Padronização de usuários e grupos
3) Organização de acessos a arquivos e sites
4) Definição de regras para criação de grupos/Teams
5) Fluxo de entrada, mudança e saída de colaboradores
6) Revisão periódica e auditoria de acessos
Abaixo, você verá isso em formato de checklist prático.
Checklist de governança no Microsoft 365 (com o que revisar ponto a ponto)
1) Mapeamento inicial: entender o cenário real
Comece com perguntas simples:
Quantos usuários ativos existem hoje?
Quantas contas de ex-colaboradores ainda estão no ambiente?
Quantos grupos (Microsoft 365, segurança, distribuição) existem?
Existem usuários genéricos (ex.: “comercial@”, “financeiro@” acessados por várias pessoas)?
Quem é Global Admin ou tem funções de alta permissão?
Checklist mínimo:
[ ] Lista de usuários ativos x desligados
[ ] Lista de grupos e equipes (Teams) atuais
[ ] Mapeamento dos principais sites do SharePoint e suas permissões
[ ] Identificação de contas com privilégios elevados
2) Padronização de usuários: identidades claras e seguras
Aqui, o foco é garantir que cada pessoa tenha uma identidade única, com segurança mínima aplicada.
Checklist:
[ ] Cada colaborador possui uma conta individual, sem compartilhamento de login
[ ] Ex-colaboradores têm contas bloqueadas ou removidas, com mailbox/arquivos tratados
[ ] MFA (autenticação multifator) ativo para contas críticas (diretoria, financeiro, TI, admins)
[ ] Política de senha definida (complexidade, expiração – quando fizer sentido)
[ ] Campo de cargo/departamento preenchido (ajuda muito em filtros e relatórios)
3) Padronização de grupos: quem acessa o quê
Grupos são a base da governança: você não dá acesso a pessoas individuais, você dá a grupos bem definidos.
Tipos mais usados:
Grupos de segurança (para dar acesso a pastas, sites, aplicações);
Grupos do Microsoft 365 (para Teams, Planner, SharePoint, etc.).
Checklist:
[ ] Grupos nomeados com padrão (ex.: GRP_FINANCEIRO_LEITURA, GRP_FINANCEIRO_CONTROLE_TOTAL)
[ ] Cada site/pasta crítica tem grupos associados, e não usuários soltos
[ ] Acesso é dado ao grupo certo, não direto ao usuário final
[ ] Donos de grupo definidos (quem aprova novas inclusões)
[ ] Grupos sem uso ou duplicados identificados para limpeza
4) Organização de acessos a arquivos, sites e Teams
Aqui é onde muitos ambientes se perdem: SharePoint, OneDrive e Teams sem padrão.
Checklist:
[ ] Pastas de áreas sensíveis (Financeiro, RH, Jurídico) não estão com permissão “Todos”
[ ] Cada equipe (Financeiro, Comercial, RH, etc.) tem pelo menos um site/Time bem estruturado
[ ] Acesso a cada área é concedido via grupos (não usuário a usuário)
[ ] Links de compartilhamento externos são controlados (expiração, quem pode compartilhar)
[ ] OneDrive é usado como área pessoal de trabalho, e não “arquivo oficial da empresa”
[ ] Existe orientação clara de onde salvar o quê:
documentos da equipe → SharePoint/Teams
rascunhos pessoais → OneDrive
nunca em desktop local sem backup
5) Regras para criação de grupos e equipes no Microsoft Teams
Se qualquer um puder criar qualquer coisa, você vai ter:
Times com nomes confusos;
Duas, três versões do mesmo grupo;
Sites espalhados sem dono.
Checklist:
[ ] Definido quem pode criar novos grupos/equipes (todos, só TI, só alguns usuários)
[ ] Padrão de nome para equipes (ex.: TIME-FINANCEIRO, PROJETO-CLIENTE-X)
[ ] Donos claros para cada Team / grupo (responsáveis por inclusão/remoção)
[ ] Política para convidar convidados externos (quem pode, para quais times, com que controle)
[ ] Orientação clara para a empresa:
quando criar um novo Team;
quando usar um canal dentro de um Team existente;
quando não criar mais nada e usar o que já existe.
6) Fluxo de entrada, mudança e saída de colaboradores
Esse é o coração da governança: como acessos começam, mudam e terminam.
Entrada (onboarding)
Checklist:
[ ] Existe um checklist padrão para criar usuário no Microsoft 365
[ ] A TI recebe informações mínimas: nome, e-mail, cargo, área, gestor, data de início
[ ] Usuário entra automaticamente nos grupos padrão da área (ex.: financeiro, vendas)
[ ] Dispositivo configurado com políticas (Intune, segurança, apps)
[ ] Primeiro dia já tem: e-mail, Teams, acesso a arquivos corretos e orientações básicas
Mudança de área / promoção
Checklist:
[ ] Quando alguém troca de área, seus grupos antigos são revisados (e removidos, se necessário)
[ ] Acesso novo só é dado após validação do gestor da nova área
[ ] Não há “acúmulo infinito” de acessos antigos
Saída (offboarding)
Checklist:
[ ] Processo claro de desligamento com prazos e responsáveis
[ ] Conta bloqueada e/ou removida em tempo adequado
[ ] E-mail e arquivos críticos transferidos para gestor ou área responsável
[ ] Acessos externos (aplicações de terceiros) revistos e removidos
[ ] Se aplicável, habilitado forward de e-mail por período definido (com cuidado à LGPD)
Exemplos práticos (o que realmente muda com um checklist de governança)
Antes da governança (cenário comum em PMEs brasileiras)
Ex-funcionário ainda conseguindo acessar o e-mail da empresa no celular;
Pastas de financeiro e RH com permissão “Todos exceto convidados”;
Cada time salva documentos em lugares diferentes;
Ninguém sabe quantos grupos existem ou para que servem;
A TI passa boa parte do dia “arrumando permissão de pasta”.
Depois de aplicar o checklist de governança
Usuários organizados e revisados periodicamente;
Grupos bem nomeados, com donos claros e acesso por área;
Pastas sensíveis possuem controle rigoroso de acessos;
Onboarding e offboarding padronizados;
TI com visibilidade do ambiente e menos “ajuste emergencial”.
Erros comuns (que a governança corrige)
Dar acesso diretamente para o usuário em vez de usar grupos;
Deixar ex-colaboradores ativos por “esquecimento”;
Permitir que qualquer pessoa crie Teams e grupos sem padrão;
Usar OneDrive como “lugar oficial” de arquivos da equipe;
Não ter processo formal para entrada/saída de colaboradores;
Acumular permissões ao longo da vida do colaborador sem nunca revisar;
Achar que “se ninguém reclamou, está tudo certo”.
Boas práticas para ter governança eficiente no Microsoft 365
✔ Criar um padrão simples de nomes para grupos e equipes
✔ Usar grupos de segurança sempre que possível (e evitar acessos soltos)
✔ Definir donos para times, grupos e sites
✔ Ter processo formal de onboarding e offboarding
✔ Revisar, pelo menos 1x ao ano, acessos de áreas sensíveis (financeiro, RH, diretoria)
✔ Documentar o modelo de governança (mesmo que em um playbook simples)
✔ Envolver TI, RH e liderança na definição das regras
✔ Não complicar demais: melhor um modelo simples que funciona do que um “perfeito” que ninguém aplica
Checklist rápido: sua empresa está com a governança em dia?
Responda SIM ou NÃO:
Temos uma lista atualizada de usuários ativos e desligados?
Sabemos dizer quem tem acesso às pastas de financeiro, RH e diretoria?
Usamos grupos para controlar acesso (em vez de usuários individuais)?
Existem regras claras para criação de novos Teams e grupos?
Onboarding e offboarding de colaboradores seguem um processo padrão?
Ex-colaboradores têm seus acessos removidos de forma organizada?
Revisamos periodicamente acessos de áreas sensíveis?
Se você respondeu NÃO a 3 ou mais, seu ambiente de Microsoft 365 provavelmente está vulnerável, bagunçado ou dependente de pessoas-chave.
Como a STAYTRIX ajuda empresas a organizar a governança no Microsoft 365
A STAYTRIX atua exatamente nesses pontos, com foco em pequenas e médias empresas que querem segurança, previsibilidade e produtividade no Microsoft 365:
diagnóstico de usuários, grupos e acessos;
desenho de modelo de governança sob medida (sem burocracia desnecessária);
organização de permissões em Entra ID, SharePoint, Teams e OneDrive;
criação de processos de onboarding e offboarding de TI;
alinhamento com LGPD e políticas internas (em conjunto com DPO as a Service, quando aplicável);
monitoramento contínuo e suporte consultivo para manter o ambiente saudável.
Governança deixa de ser um problema e passa a ser rotina bem organizada.
Governança no Microsoft 365 não é um luxo de grandes empresas.
Para qualquer PME que usa e-mail, arquivos em nuvem e Teams no dia a dia, ela é a diferença entre:
um ambiente seguro, previsível e organizado,
e
um ambiente cheio de acessos soltos, riscos silenciosos e retrabalho para a TI.
Com um checklist simples, processos claros e apoio especializado, sua empresa mantém usuários, grupos e acessos sob controle - e transforma o Microsoft 365 em uma base confiável para crescer.




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