top of page

LGPD em 2026: ANPD mais ativa e o que sua empresa precisa ajustar agora

  • Foto do escritor: Z.Brand  Marketing
    Z.Brand Marketing
  • 10 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
LGPD em 2026

Desde que entrou em vigor, a LGPD passou por um processo gradual de amadurecimento .Mas 2026 marca um novo momento: a ANPD está mais presente, mais estruturada e com planos regulatórios mais amplos, além de equipes dedicadas exclusivamente à fiscalização e análise de incidentes.


Para as empresas, isso significa que a LGPD deixou de ser apenas “adequação inicial” e entrou no estágio de governança contínua, onde processos, tecnologia e segurança precisam caminhar juntos para evitar multas, incidentes e perda de credibilidade.

Neste artigo, vamos explicar o que mudou, por que 2026 é considerado um ano crítico para conformidade e o que sua empresa precisa ajustar agora.


Por que 2026 é um ano importante para a LGPD


Nos últimos ciclos, a ANPD ampliou:

  • equipes dedicadas à fiscalização e auditoria;

  • a emissão de guias regulatórios e orientações técnicas;

  • a atuação em casos envolvendo incidentes de segurança, vazamentos e decisões automatizadas;

  • o uso de critérios mais claros de penalidade, especialmente para pequenas e médias empresas.

Em 2026 essa estrutura está consolidada.Isso significa mais análise, mais investigações e menos tolerância para práticas informais de tratamento de dados.


Principais sinais de alerta que a ANPD está observando em 2026


Com base nos últimos relatórios e diretrizes públicas, alguns pontos receberam atenção especial:


1️⃣ Dados sensíveis e biométricos

Empresas que coletam biometria, reconhecimento facial, informações de saúde ou dados de crianças são exigidas a comprovar:

  • finalidade legítima;

  • medidas de segurança reforçadas;

  • registro claro do tratamento.


2️⃣ Incidentes de segurança sem comunicação adequada

A ANPD intensificou o controle sobre empresas que:

  • sofrem vazamentos e não comunicam os titulares;

  • não possuem protocolos claros de resposta a incidentes;

  • não conseguem demonstrar evidências de segurança.


3️⃣ Uso de IA e decisões automatizadas

Com a popularização de modelos de IA, a autoridade passou a cobrar:

  • documentação da lógica das decisões;

  • garantia de transparência;

  • revisão humana quando o tratamento impacta o titular.


4️⃣ Governança insuficiente

Não basta “ter documentos”. É preciso mostrar prática, incluindo:

  • controles de acesso;

  • revisão de contratos com fornecedores;

  • registro de operações;

  • políticas ativas;

  • treinamento periódico.


O que sua empresa precisa ajustar agora (de forma prática)


✔ Auditar o ciclo completo de vida dos dados

Mapeie: o que coleta, onde armazena, quem acessa, por quanto tempo mantém e como descarta.


✔ Revisar contratos com fornecedores

Qualquer empresa que trate dados em seu nome precisa estar alinhada: TI, marketing, cloud, ERP, recrutamento etc.


✔ Implementar boas práticas de segurança

  • Autenticação multifator

  • Logs de acesso

  • Criptografia

  • Backup organizado

  • Gestão de permissões


✔ Criar um plano real de resposta a incidentes

Um roteiro claro do que fazer em:

  • vazamentos

  • acessos indevidos

  • perda de dados

  • ataques ransomware


✔ Manter evidências de conformidade

Planilhas, documentos e políticas não bastam. É necessário provar que a empresa executa o que está no papel.


Um caso comum em PMEs


Uma clínica de saúde mantinha prontuários digitais em diversos sistemas diferentes. A equipe precisava de senhas compartilhadas para acessar algumas pastas, e backups eram feitos manualmente.

Quando a ANPD solicitou informações sobre o fluxo de dados, a clínica não conseguiu comprovar:

  • quem acessava o quê;

  • onde os dados estavam armazenados;

  • qual era a base legal de determinado tratamento.


Com pequenos ajustes, centralização em um único sistema seguro, MFA, política de acesso e registro de logs, a clínica reduziu riscos, ganhou organização e eliminou vulnerabilidades graves.


Para onde a LGPD está indo em 2026?


A tendência é clara:

  • mais responsabilidade;

  • mais auditoria;

  • mais exigências para empresas que lidam com tecnologias emergentes;

  • e maior pressão por transparência e segurança.

Em outras palavras: LGPD não é mais “projeto”. É rotina.


Por aqui, na STAYTRIX, lidamos diariamente com empresas que estão nessa jornada de amadurecimento da LGPD, ajustando processos, revisando acessos e criando rotinas de segurança mais sólidas.

Se esse conteúdo fez sentido pra você e sua empresa já percebe que precisa revisar algo, podemos conversar e entender juntos qual é o próximo passo. E se o artigo te ajudou, compartilhe com alguém que também precisa ficar atento às mudanças da LGPD em 2026.

 
 
 

Comentários


bottom of page